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Tempo de promessas e novas esperanças...

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Tempo de promessas e novas esperanças... Guardemos as lembranças, apenas de momentos felizes do ano que se vai. A vida é uma luta constante, jamais devemos desistir. Houve momentos de alegrias, mas também momentos de tristezas. Ambos se misturam balanceando o nosso viver. E corremos contra o tempo, onde a paz interior é nossa maior busca, para descansarmos das dores, sem jamais deixarmos de lutar contra as injustiças. Silêncio, em homenagem daqueles que amamos e que já não estão mais conosco. Que as lágrimas de cada um sejam beijadas por anjos do Senhor. Preservemos a própria vida e respeitemos a vida alheia. Amemos com intensidade e não tenhamos medo de alcançar as estrelas. E o mais importante dos ingredientes: conectemos com Deus todos os dias. Assim tudo se tornará mais simples e viveremos sempre iluminados. Regina Rousseau

E viva o Saci Pererê por Regina Rousseau

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 Saci Pererê E viva o Saci Pererê! A celebração do Dia Nacional do Saci-Pererê, é dia 31 de outubro,  E viva o Saci Pererê! O Saci Pererê, é nosso, brasileiro, tem raiz, protege um de nossos bens mais preciosos, nossas plantas e florestas. Devemos honrar o que é realmente nosso. Basta existir um bambuzal e, de repente, de dentro dos caniços, nascem os sacis. É como eles vêm ao mundo, dispostos a fazer estripulias. Conta a história que esses seres já existiam bem antes do tempo que os portugueses invadiram nossas terras. Ele nasceu índio, moleque das matas, guardião da floresta, a voejar pelos espaços infinitos do mundo Tupi-Guarani. Quando milhares de negros, caçados na África e trazidos à força como escravos, chegaram no já colonizado Brasil, houve uma redescoberta. Da memória dos índios, os negros escravos recuperaram o moleque libertário, conhecedor dos caminhos, brincalhão e irreverente. Aquele mito originário era como um sopro de alegria na vida sofrida de quem se arrasta...

Jovem de Assis por Regina Rousseau

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Jovem de Assis “Que o Senhor lhe dê a paz”. Assim, orava em Assis, um jovem rico rapaz. Ele rompeu barreiras com sua figura serena, em direção aos pássaros do céu, que repousavam em seus ombros e os animais selvagens a seus pés. Caminhava sobre pedras fraternas com o sol, a lua e a estrelas. Andarilho revolucionário do espírito, Francisco escolheu não viver nas cômodas metáforas da pobreza, mas em total indigência. Irmão Sol, o mundo tem saudade de você! Como arde amar as criaturas do Criador Amado! Muitas criaturas têm o coração covarde e não entende como é possível amar os leprosos e sua dor seca; os marginalizados e seus olhos cauterizados. Na verdade Francisco, poucos sabem que o amor corre risco. E que a força da fé é própria Daquele que está em ti. Regina Rousseau

Alergias Alimentares por Mariana Prado

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Alergias Alimentares um risco à Saúde Alergias Alimentares (AA), é definida como uma resposta imunológica adversa aos alérgenos alimentares. As hipersensibilidade alimentares, geralmente usada como sinônimo de AA, pode ser definida como uma reação clínica adversa, reproduzível após a ingestão de alérgenos presentes nas proteínas dos alimentos, mediada por uma resposta imunológica anormal. A prevalência de doenças alérgicas em crianças e adultos jovens, aumentou drasticamente nas últimas décadas, e as alergias alimentares (AA) são parte desse aumento. Os riscos ao bem estar aumentam a medida que os alimentos consumidos em uma população, são cada vez mais processados e complexos. As Alergias Alimentares são bem mais comuns no grupo pediátrico do que em adultos. A imaturidade da barreira mucosa intestinal, vem sendo apontada como um dos mecanismos que poderia explicar a incidência mais alta de AA em lactentes e crianças. Um diagnóstico preciso é essencial para o manejo correto da AA. O di...

CARTA ABERTA PARA RENATO RUSSO

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CARTA ABERTA PARA RENATO RUSSO por Regina Rousseau Ontem, voltando do enterro do meu tio, parei diante de uma pedra mortuária e, sentada com a chuva, choramos juntas. Conheço decór essa dor. Uma dor aguda, fina. Sentimentos de perda e perplexidade voltaram novamente à minha vida, que agora estão catapultados, soltos no ar. Mesmo passados dezessete sóis, as flores da saudade, ainda invadem o país, o estado, a cidade, o quarto, e numa rotina escrita a mão, desenho o balanço da cidade para você: de dia falta água, à noite falta luz. Bendita seja cada dia nossa cruz! Ninguém sabe o que está acontecendo. Tão pouco, fica difícil prever o que vem por aí. O furor e a indignação do nosso Pai chegaram ao limite, no entanto, poucos percebem e resistem aos furacões, aos terremotos, às inundações, às corrupções. Mas pela luneta de Galileu, nosso povo tem tentado, até eu. Quem sabe o destino? Quem o ignora? Como de costume, como de outrora, o perigo vinha muitas vezes, na forma do desconhecido, do i...

ORAÇÃO PARA SÃO CLEMENTINO por Ruth Guimarães

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ORAÇÃO PARA SÃO CLEMENTINO  Ruth Guimarães Minha mãe era uma boa alma. A mais antiga das minhas lembranças a respeito de um tal seu Clementino, servente do Grupo Escolar o traz de volta ao olhar da memória, batendo os tamancos na chamada rua da Ponte, aliás rua de Cima, nome certo era Silva Caldas (Silva, não Sílvio). Vinha pela rua muito franzino e curvo, branquinho, engelhado, com seu parelho de brim de cinza gasto, desbotado o paletó subindinho nas costas, corcunda que seu Clementino era. O sol era quente, tremia o ar, as árvores se abochornavam, cansadas, havia um lento ensimesmar por toda a várzea.  Rua de Cima era quente, negra, modorrenta. Seu Clementino vinha de tamancos, pleque-pleque, era um custo andar todo aquele pedaço. Todos os dias.  Tinha a fala mansa.  Tinha um riso malestarento, de boca entreaberta, suplicante, deixava a gente com vontade de chorar e meio com raiva dele. Tinha um modo de dizer “sim-senhor” (“Não-senhor” não falava).  Dava vonta...

TEOGONIA TUPI por Ruth Guimarães

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TEOGONIA TUPI Ruth Guimarães Contam os velhos caboclos, mestiços de índios, que abaixo de onde nós moramos existe uma outra terra. Diferença que tem deste mundo é pouca. O que existe aqui existe lá, mas é tudo mais bonito. Consta de um campo grande, tão grande que do comecinho não dá pra ver o fim. A vista não alcança. O campo tem grama verde, de um verde claro e lustroso, de canavial depois da chuva. Buriti lá embaixo é arvorezinha, pequenina, altura de uma pessoa. É como cajueiro do cerrado, que em vez de árvore frondosa é arbusto. Quem quiser chupar coquinho de buriti é só estender as mãos e lá estão os frutos maduros, oferecendo-se. As campinas estão cheias de caça. Muito se vê ali. Anta, capivara, tatu, tamanduá, veadinho campeiro, caça grande e caça de pena, mutum, jacutinga, cajubi, codorna. Há de um tudo, nos encantados campos. Gente? não se sabe se assiste ali. A caça percorre tranqüila os grandes banhados, sem ninguém que judie dela. Dizem que os porcos-do-mato procedem de lá...